Há 6 mulheres que NÃO podem fazer parto normal de jeito nenhum




















Considerado por muitos médicos a via mais indicada de nascimento, o parto normal é tido como parte do repertório que marca o corpo das mulheres. Significa dizer que, fisiologicamente, as gestantes são preparadas para esse grande evento. Porém, algumas complicações são determinantes para definir se o parto irá seguir de forma natural ou com interferências. De modo que há situações em que mulheres NÃO podem se submeter ao parto normal de forma alguma. Elas são BEM raras, mas existem.



Conforme a obstetra Dra. Melania Amorim e a obstetriz Ana Cristina Duarte, quando há complicações clínicas associadas ao parto, a cesárea pode ser indicada como melhor opção para o nascimento do bebê. As profissionais fizeram uma lista de quais indicações de fato fazem da cesárea a primeira opção.


São indicações de cesariana:



  • Placenta previa centro total ou centro parcial: quadro que ocorre quando a placenta se fixa toda ou em grande parte no colo do útero, impedindo a passagem do feto.


  • Vasa previa: decorrente da inserção anômala do cordão umbilical, os vasos sanguíneos cruzam o orifícios do colo do útero. Com o trabalho de parto pode ocorrer a ruptura desses vasos, quadro que prejudicaria o feto. Por isso, uma cesárea é agendada.


  • Herpes com lesão ativa durante o trabalho de parto: se a mulher tem herpes genital e a lesão está ativa quando ela entra em trabalho de parto a cirurgia é indicada para evitar a transmissão para o bebê (se não houver lesão não há indicação de cesárea).


  • Apresentação córmica, pélvica ou podálica no trabalho de parto: antes do trabalho de parto iniciar a equipe médica pode tentar diversas manobras para virar o bebê. Caso isso não ocorra e ele esteja em apresentação córmica (na horizontal com bumbum, ombro e cabeça na mesma altura) a cirurgia é o melhor caminho. Caso ele esteja de bumbum ou com os pezinhos para baixo, o parto normal continua sendo uma alternativa viável desde que a equipe esteja preparada para este tipo de assistência.


  • Aids doença ou situação imunológica desconhecida ou tratamento inadequado durante a gestação: portar o vírus do HIV não é obriga a realização da cesárea. Ter desenvolvido a doença Aids ou ter quantidade de vírus elevada sim. Isso para evitar que o bebê entre em contato com o sangue e corra o risco de se contrair.


  • Descolamento de placenta: quadro que ocorre quando a placenta se descola da parede de útero, podendo causar prejuízo ao bebê, já que é ela a responsável por oferecer nutrientes e oxigênio ao feto durante a gestação. Quando acontece precocemente, a mulher fica de repouso absoluto. Quando a idade gestacional é avançado, uma cirurgia de emergência é realizada.


Alguns profissionais se posicionam criticamente em relação às altas taxas de cesáreas no Brasil, fator atribuído em muitos casos à conveniência do médico envolvido, já que é a cirurgia pode ser agendada e demanda menos tempo de trabalho.


Por isso, é importante entender exatamente quando a cesárea é necessária para que esses casos não sejam usados para justificar um desfecho em que a cirurgia é realizada sem necessidade e indicação real.


De acordo com as especialistas Dra. Melania e Ana Cristina, mesmo entre as situações em que a cesárea é indicada, só a placenta prévia e a Aids pedem o agendamento da cirurgia, ou seja, na grande maioria dos casos, a cesárea é ou deve ser determinada após o início do trabalho de parto.


As profissionais afirmam que, quando existe uma indicação de interrupção da gestação, no pré-termo ou no termo (antes ou depois da 38º semana), a maioria absoluta das situações permite a indução do parto, não sendo necessário agendamento prévio.
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